sexta-feira, 18 de março de 2011

Amor em Monocromia

Não importa sua forma de amar, ame.









Solidão em Monocromia

Nem sempre é bom estar com os outros, as vezes é melhor ficar sozinho.







quarta-feira, 16 de março de 2011

Força, tenha fé

A vida é uma conseqüência de atos onde alguns atos são inexplicáveis, desnecessários, insanos e destrutivos. Um simples ato pode afastar algumas pessoas e unir outras, um simples ato pode destruir familias, entristecer pessoas e geralmente são atos irresponsáveis, vindos de pessoas irresponsáveis.
Aí temos a morte, que apesar de sermos acostumados com suas visitas, elas sempre nos choca, nos afeta, mesmo que seja com pessoas que nunca vimos, mas o simples fato de conhecer uma pessoa que foi diretamente atingida por esse infortúnio nos faz sentir tão mal quanto ela.
As flores que são símbolos de amor e beleza, não nos conforta diante da morte, pelo contrário, cria um sentimento maior de tristeza, pois é ama ultima homenagem, a dor dos que ficam. Lágrimas são derramadas, pessoas ficam desamparadas, famílias são separadas. Ninguém está livre disso, todos tem seus entes queridos, pode acontecer aqui ou no Japão. O fato é que isso machuca, cria cicatrizes na alma que nunca serão curadas, no máximo amenizadas, mas pense que ainda há pessoas que te amam, que te querem bem e estarão com você para lhe dar força em todos os momentos que precisar.

"E agora, o que eu farei sem você?"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Desamor


O amor é o combustível da vida, mas a rejeição do amor é o combustível das mais belas obras literárias, podemos então concluir que o "desamor" é o combustível para a escrita e outras forma de arte.
Mas porque? Por que este neologismo inspira as pessoas? Por que o sofrimento desencadeia tanta inspiração? Será que o ser humano, para preencher este vazio se defende do mesmo com a imaginação. Essa imaginação que sonhou um dia com o amor perfeito mas que acabou em ruínas... e com um toque especial, pode se tornar numa grande obra. Ou não.
Dessa forma o amor utópico se engrandece devido ao desafeto da outra parte, então para tornar a utopia real, nada melhor do escrever sobre ela. Na escrita, a utopia deixa ser irreal, porque ao ler sua mente pode fazer com que aquilo se torne real, nem que seja na sua imaginação, mas está lá, a idéia que pode ser degustada por qualquer um, e não é apenas nos romances que ocorrem este tipo de coisa, Karl Marx fez isso com o comunismo, que até hoje ninguém conseguiu pratica-lo de forma correta.
O desamor é em sua forma mais singela o segredo para os grandes dramas e romances, um combustível, a vida que pode ser facilmente transposta em palavras .

Desculpem-me se não está conciso, 5 dias escrevendo e não consegui deixar de um jeito que me agradece.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mudança de Layout

Devido a problemas com o Imageshack vou alterar o layout do blog, e como to meio sem tempo, vai demorar um pouco.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Houston, we have a problem

Devido a algum problema no ImageShack as imagens do menu e título não estão aparecendo, então peço a paciência de vocês porque já cadastrei o site para que as imagens voltem, caso não volte em breve estarei mudando o layout. Obrigado.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Toque

"Quando o amor nos atinge, qualquer coisa serve para se sentir perto da pessoa amada, até mesmo um toque."

Ela estava lá distante do outro lado da rua no ponto de ônibus, mas um garoto franzino de aproximadamente a mesma idade não parava de mira-lá, sonhava em um
dia pelo menos conversar com aquela garota de lábios rosados e olhos azuis, seu cabelo negro como a noite criava um contraste com o sol do meio dia. Ele não sabia para onde ela ia, mas sabia qual ônibus ela pegava.
Apesar dos dois estudarem na mesma escola, era raro quando ela a via por lá, mas no ponto de ônibus eles se encontravam todos os dias, ela o ignorava, mas ele a admirava todos os dias, não importa o tempo, chuva, sol, frio, calor ela sempre estava linda aos olhos dele.
Uma criança ele era a pouco tempo atrás, mas depois deste sentimento que nunca tivera antes parecia ter lhe tornado num adulto, pensava que se fosse correspondido nada poderia fazê-lo ficar triste novamente, mera ilusão juvenil...
Certa vez ele chegou ao ponto e não a viu do outro lado como era de costume, esperou e nada, aos poucos seu ponto de ônibus foi enchendo isso significava que estava perto de seu ônibus passar e nada da garota, seu ônibus passou e não teve a oportunidade de mira-la, e isso o deixava transtornado. Foi que ao segurar num ferro do ônibus, sem querer colocou sua mão sobre outra, automaticamente pediu desculpas e viu que a mão que tocou era da garota que ele sentia algo tão grande que não poderia explicar, ele replicou com um "não foi nada" e depois ela pediu licença e desceu.
Era uma vitória, e sorrindo foi até chegar ao seu destino.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Grande erro de Deus

Se a afirmação que Deus escreve certo por linhas tortas é certa, é um mistérios, pois se Deus criou o ser humano em sua imagem e semelhança, e levando em consideração que errar é humano, podemos concluir que Deus também pode errar.

Uma criança, inocente nasce, é criado com todo amor e carinho possível que seus pais podem lhe dar, cercado com pessoas que a amam, que se importam, que não lhe deixam faltar nada do básico e nem do supérfluo e mesmo assim, não sentir nada, e ter que fingir sentimentos para agradecer e parecer satisfeito para os outros.
Seu sarcasmo fala mais alto que seus sentimentos, visto que esses não existem, são patadas vindas de todos os lados, e mesmo assim as pessoas continuam a gostar dele, quem sabe até mais se ele não fosse assim, pois acham graça no seu jeito blasé.
Mas onde está o erro? O erro está na infelicidade, o garoto tem tudo (ou quase) o que deseja, mas ele não é feliz e não é mais capaz de amar, agora ele é um objeto que vive.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quando você está morrendo, todo mundo passa a te amar.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O piano

As autoridades buscavam explicações de como um piano havia aparecido no banco de areia do dia para a noite em meio à Baia Norte em Florianópolis, apareceu por lá, sem deixar rastros de quem poderia ter colocado-o no meio do mar. Apesar de tudo a água não o alcançava, nem mesmo com a maré alta , ele havia sido colocado no ponto mais alto do banco, e as águas salgadas só poderiam alcançá-lo se o mar se revoltasse devido a uma tempestade, mas isso não o deixara livre de hospedes como gaivotas que se abrigavam nele pouco a pouco.

A população também estava intrigada com a aparição do piano, que chamava muita atenção dos alunos da Universidade Federal de Santa Catarina, cujo principal acesso era pela avenida Beira-Mar Norte que antes fora parte da Baía, mas tivera que ser aterrado em alguns trechos para a construção da avenida.


O primeiro dia do piano misterioso estava prestes de acabar, era um lindo por do sol, quando se ouviu um melodia, vinda de longe, mas logo as pessoas que estava próximas viram uma figura junto ao piano que tocava Fantasie Impromptu de Chopin, em pouco tempo parecia que todos na cidade tinham parado para contemplar o show que acontecia num banco de areia na Baia Norte. A musica começava com algumas notas lentas em seguida de notas rápidas e incessantes como a vida eram disposta de forma uniforme e melodiosa.

Alguns tentavam identificar o pianista, os que olhavam de binóculos notavam que usava fraque e uma máscara branca que lhe cobria todo o rosto, mas devido ao sol que batia diretamente nele era difícil ver os detalhes. Outros apenas ouviam a musica que parecia emanar do mar, ela soava baixa, mas todos podiam ouvi-la ao longo da orla da praia. Aos poucos a areia da praia abrigava uma multidão que assistia ao concerto ao ar livre do desconhecido com o piano misterioso, logo, as notas rápidas e furtivas se transformaram numa melodia mais amena, onde se percebia que as notas pareciam descer para outro nível e em seguida se tornar uma musica mais calma, como se quisesse dizer “vai com calma na sua vida, pare um pouco, relaxe, tome um café”. Neste momento eram poucas as notas que podiam ser ouvidas por todos, mas estas acalmavam a musica depois de uma saraivada de notas fortes, era um momento de relaxar.

Eram poucos os que trajavam roupas de banho, a maioria estava vestida como se acabassem de sair do trabalho, que de fato tinham o feito, apesar da ânsia de quererem voltar para casa, do cansaço, sucumbiram à musica que lhes remetia a própria vida, e estes foram os que pareciam mais admirar a obra de Chopin. Eles não sabiam, mas de certa forma, todos compartilhavam do mesmo sentimento. Então novamente as notas fortes e rápidas voltavam, como se a vida continuasse hiperativa, dia após dia, como num circulo vicioso onde todos vivem, descansam e um novo dia, com novas experiências, surgiria.

Ao fim da musica ela novamente se tornava lenta, mas em um tom mais fúnebre, e depois de algumas notas agonizantes ela terminava, morria. Todos que compartilharam dessa experiência na Baia Norte se sentiram tocados por aquele ato, como se a musica tivesse tocado suas almas, alguns saíram chorando, outros sorrindo e com a chegada da noite, e o fim da melodia a multidão foi se dispersando pouco a pouco, alguns esperavam outra musica, mas a escuridão tomara conta do banco de areia e era difícil dizer se o pianista ainda estava por lá.

Na manhã seguinte, para a surpresa de todos, o misterioso piano também sumira, deixando apenas uma lembrança da peça que tomou conta da cidade, do mar e do coração das pessoas que o presenciaram.
Agradeço ao Leon Spiandorelli por me mostrar
que o sentimentalismo da mais ênfase a estória