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sexta-feira, 10 de junho de 2011

J. Pinto Fernandes




J. Pinto Fernandes era um namorador,
pegou Teresa, beijou Maria
e casou-se com Lili.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pré-conceito



Não tem pé
Não tem cabeça
Não tem razão
Não tem diferença
Não tem fé
Não tem crença
Não obedece
Não há quem obedeça

Não tem gênero
Não tem origem
Não se esquivam
Só colidem
Não tem medo
Nem o que o aflige
Não toleram
Apenas exige.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estou vivo ou já morri?

A luz que cega
chega em até mim.
Não há mais regras
Esse será o fim?

Vozes vem até mim,
Mas não sei de onde.
Serão de minha mente,
ou serão de longe?

Da última dança,
Acho que desisti.
Sem esperança,
me pergunto:
Estou vivo ou já morri?


segunda-feira, 14 de junho de 2010

If close my eyes forever

Caminhando pelos vales escuros da loucura,
Tentando não tropeçar nos meus próprios devaneios
Vejo minha esposa correndo em minha direção
No seu vestido branco, com meu meu correndo
Em seu encalço com seu sorriso sem dentes e jovial.
Mas seria novamente minha mente me enganando?
Ou eles retornaram ilesos da curva fatal?

Minha casa a tanto vazia espera pelos meus amigos,
Por mais uma partida de futebol, regada a cerveja
E conversas inuteis, mas a unica coisa que há
São semanas de poeira acumulada, e o cheiro de mofo
Que empregna qualquer narina.

O dia amanhace novamente e espero
Por mais um dia de trabalho arduo e produtivo.
Até meu chefe brigando comigo seria uma fuga
dessa solidão, mas não há chefe, não há emprego
Não há produto, não há nada.

Meus momentos de alegria, vem de minhas memórias,
Quando fecho meus olhos.
Se eu fechar meus olhos para sempre,
as coisas serão como são agora?
Se eu fechar meus olhos para sempre,
tudo permanecerá inalterado?
Se eu fechar meus olhos para sempre,
será como meus sonhos? De quando eu tinha
tudo e não soube valorizar?
Só saberei, se eu fechar meus olhos para sempre.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A jovem no cais eterno

Mataram os aldeões
Tudo calou
Acontece que um novo rei apareceu,
Dizendo ser como a gente.
E tudo o que tinhamos em mente
Veio a se realizar
Deram muitos presentes,
Sem saber,
Que os presentes eram armas...
Então tivemos que matar,
O rei mandou!
E em pouco
Não restou ninguém
E eu partí também
Mesmo com um sentimento vingativo,
Decidi deixar como está
Não havia mais o que fazer agora
Só no cais,
O cais eterno é minha nova casa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ausência

Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar
senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar
uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como nódoa do passado
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa
suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém
porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,
a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.


Vinícius de Moraes


Poema passado pela Luana ♥. Achei lindo e resolvi postar!

sábado, 17 de outubro de 2009

Um homem no limbo

Sozinho, ele não sabe onde se agarrar
As vida lhe pregou peças tortuosas,
Ele tenta se levantar novamente
Mas seus atos destruiram todos
Os pilares que sustentam sua vida.

E agora, o que fará?
Sua melhor companhia
É aquele que lhe desagrada
Seu melhor assunto já é velho,
Desgastado e todos já se cansaram de ouvir.
Sua necessidade de atenção
Destruiu seus amigos,
E hoje todos tem medo de lhe confiar as coisas

Ele sente que acabou,
Que agora não tem mais volta,
Mas ele não quer isso,
Era feliz e não sabia,
Hoje tenta recuperar o tempo perdido.
Corra homem do limbo,
Persiga seus sonhos,
Recupere seus amigos,
Volte a ser o que você era antes,
Todos lhe dão forças,
Você só precisa se ajudar um pouco.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Palavras


Muitas palavras, pouco tempo.
Palavras que nunca devem ser ditas
E nem resumidas,
Nem ditas como agradecimento.

São palavras duras
Que podem, feitas para machucar
Nem as medievais armaduras
Poderam salvar.

Nunca serão ditas
Pois devem ferir alguém
A não ser refletidas
Por aquele que não ama ninguém.

A falsidade
Escondida pelas duas faces iguais
É encarada como verdade
Por aquele que não tem caráter ou ideia.

E rola uma lágrima
Pelo rosto de quem foi iludido.
E a ilusão, em dose alopática
Devolve a razão levada por um bandido

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ode à massa de vidraceiro verde que encontrei no meu suvaco numa manhã de verão

Ó massa, serás mesmo massa?
Um corpo dormente, 
De quem está doente
ou somente graça?

O vidraceiro encontra
parte de seu trabalho
sem se dar conta
que dormiu sobre o baralho.

Sujeira? Falta de banho?
E a arte de limpar o ranho
De baixo do sofá.

A massa mofará.
Assim como a morte
Lhe trará sorte.