sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Claquete!

Naquela tarde trocava meus olhos por restos de comida ruim.
O pior é pensar que eu sabia disso desde o começo,
e fui me afundando cada vez mais.
Ela caía aos prantos enquanto minhas mãos não podiam mais alcança-lá.
Aquilo não era o que eu queria,
e ela sabia.
No fundo ela via isso nos meus olhos,
o tempo todo, e queria muito que eu parasse com aquela dor,
e que aquilo tudo não passasse de um sonho ruim.
Ainda me lembro,
o sol da tarde refletia nas lágrimas que desciam,
e perguntava insistentemente se o meu sentimento não era mais o mesmo.
Da minha boca, obteve silêncio, e mais uma vez me calei.
Aquilo não era o que eu queria.
Eu só queria abraçá-la e dizer que eu estava mentindo,
que era brincadeira, uma brincadeira de muito mal gosto,
e ficar por perto.
Quando dei por mim já estava de pé,
e as palavras saíram da minha boca,
mais velozes que meus pensamentos.
Então acho que é isso. Até mais.
Acho que você quer dizer adeus...
Até mais, e um sorriso, sorriso de culpa. Me abraça?!
Não faz isso, lágrimas escorriam.
Por favor. Vontade de gritar eu te amo.
Agarro-a e abraço, bem forte, ela chora, mas me abraça.
Saio andando pela rua, ela corre e grita.
Posso te ligar?
Claro, estarei sempre por aqui.
Ela sorri, ah como adorava ver aquele sorriso.
Ela nunca me ligou.
Tudo bem.
Estraguei tudo.

Post escrito pelo meu amigo Rafael "Kimu"

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Salfa ele Chessus

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Fada do Dente

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A satânica vendedora de perfumes importados


- Bom dia, posso ajudar em alguma coisa? - disse a vendedora encarando os olhos da cliente, com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado e com um sorriso sinistro que lhe estampava a cara.
- Não obrigada, estou dando apenas dando uma olhada - respondeu a cliente de forma sutil.
- Qualquer coisa que a senhora precise meu nome é Laura.
- Obrigada.
A cliente passou estantes de perfume olhando as marcas dos perfumes, em alguns arriscava ver o preço e em outros sentia a fragrância usando pequenos pedaços de papel para espirrar o perfume. Por volta do terceiro perfume, a cliente foi novamente abordada por Laura, a vendedora.
- Não, assim a senhora não consegue sentir toda a fragrância que os nossos produtos lhe proporcionam, a alma do perfume é perdida. Vou ensinar a senhora como fazer para melhor sentir o cheiro dos perfumes - ela pegou um 212 VIP da prateleira e o espirrou no ar, perto do rosto da cliente. Aquela senhora pode sentir os respingos de perfumes bater em seu rosto, e para ela nada mudara do cheiro - Viu? É assim que a senhora deve fazer!
- Muito obrigada querida, mas eu prefiro sentir os cheiros pelo método antigo mesmo - a cliente respondeu não querendo ser grossa com a garota.
- Ah! Tudo bem.
A vendedora sorriu e saiu de perto, indo até o centro da loja com seu sorriso assustador e sua pele perfeita. Devia ser pré-requisito para a vaga as vendedoras parecerem Barbies em tamanho real.
Logo a cliente voltou a para a prateleira e a olhar o catalogo de perfumes, após algum tempo um odor caiu sobre suas narinas, um cheiro forte, enjoativo...
- Esse é Flower by Kenzo e acho que é perfeito para a senhora - novamente a vendedora olhava com seus olhos penetrantes, um sorriso macabro e a inclinada, segurando a frasco de perfume pronta para a qualquer instante acionar a válvula de escape do perfume e ferir o olfato da cliente.
- Não minha filha, eu não quero esse perfume, eu quero escolher! Obrigada - neste momento a cliente estava ligeiramente estressada com a atitude da vendedora. Como ela podia agir assim?
Virou as costas e foi em direção oposta e caminhou até ser chamada novamente pela vendedora.
- Senhora?
Ao virar uma rajada de Hypnotic Poison da Dior atingiu seus rosto. A cliente tossiu e replicou:
- Chega! Eu vou embora daqui! Eu não aguento mais você!
- Calma senhora, esse perfume combina muito com a senhora, leve ele. - e colocou nas mãos da cliente.
- Eu não quero! - disse a cliente gritando e devolvendo o perfume.
- Mas é perfeito para a senhora! -  e novamente devolveu o perfume a cliente.
- Eu vou embora daqui! - empurrando o perfume de volta a vendedora.
- Leve! A senhora não vai se arrepender - não aceitando o perfume que a cliente tentava devolver.
- EU NÃO QUERO ESSA MERDA! - e num ataque de fúria, a cliente espatifou o frasco de perfume no chão.
A vendedora em choque disse a cliente.
- Você quebrou, terá que pagar. São 286 reais.
- Eu não vou pagar nada! E vou embora daqui!
A cliente então se viu cercada de outros clientes curiosos e vendedoras tão macabras como Laura, a sua vendedora, aqueles olhares a penetravam, aqueles olhos pintados a culpavam. Laura sua vendedora tinha um certo ódio no olhar. A cliente respirou fundo.
- Faz em três vezes no cartão?

A mulher saiu com raiva da loja jurando a si mesma nunca mais entrar, deu uma leve esbarrada em um homem de meia idade e charmoso que entrava na loja de perfumes, ela mal o notou, pediu desculpas de leve e continuou pisando duro para bem longe da loja.
O homem acompanhou com o olhar a mulher sumir na multidão do shopping e ao entrar na loja se deparou uma vendedora.

- Bom dia, posso ajudar em alguma coisa? - disse a vendedora encarando os olhos do cliente, com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado e com um sorriso sinistro que lhe estampava a cara.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Dia do Orgulho Hétero e sua repercussão

Clique na imagem para vê-la ampliada.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Reflexo

O fato que é que somos tão parecidos,
nos damos tão bem que somos como um o reflexo do outro.
Como qualquer reflexo o que nos separa é uma fina cada de vidro, de água,
somos apenas um a imagem do outro,
e como qualquer relação entre objeto e reflexo só temos uma propriedade.
Nunca iremos nos unir.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bom conselho

Hoje estava lendo meu livro, "A imaginação hiperativa de Olivia Joules" de Helen Fielding, e peguei uma fala que achei muito interessante e resolvi compartilhar.

"A corrupção de uma pessoa boa através da crença na própria bondade infalível é a armadilha humana mais perigosa. Assim que você tiver dominado todos os seus pecados, o orgulho é o pecado que vi dominá-la. Uma pessoa começa a decidir que é boa porque toma boas decisões. Em seguida se convence de que qualquer decisão que toma deve ser boa, porque ela é uma boa pessoa. (...) A maioria das guerras no mundo é causada por pessoas que acham ter Deus ao seu lado. Sempre fique com as pessoas que são falhas e ridículas."


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Desconexo

Gabriela plantou uma linda pé de cabra de onde jorrava o mias puro whisky das sete costas do Sudão, certo dia as cabras do pé de cabra começaram a mugir de forma infantil e triste, Gabriela suspensa com a situação comprou uma lhama para ensinar as cabras a latir calmamente para o horizonte.
A lhama foi uma boa professora e ensinou as cabras a lição, entretanto, a Turquia se sentiu ofendida pelo latir das cabra de Gabriela começando um conflito sangrento e cheio de graxa. Rinocerontes ciborgues atacavam sem dó o sitio-militar onde morava a garota dona do pé de cabras que latia, a lhama foi brutalmente assassinada por coroas de dendê. Não havia mais esperanças, mas foi ai que surgiu Gruntus, o gigante da Malásia e amassou todos os rinocerontes ciborgues e para a felicidade da Turquia e infelicidade de Gabriela, Gruntus mascou o pé de cabras e cuspiu no Uzbequistão.
Se passaram vários anos desde o conflito armado, e o Uzbequistão se tornou o país mais rico da América Latina, Gabriela se casou com Sipo, o curupira malandro,  e a Turquia virou a fossa de Gruntus.

Hoje acordei meio Padmé Amidala



Pedófila e com um penteado ousado!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hoje acordei meio Sookie



Num mundo cheio de violência me descubro uma fada. E as fadas também são más.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Consequências de Prometeu

As cinzas caiam solenes e ingratas do céu, invadiam casas, terrenos, parques, praças, ruas e avenidas. A maioria das pessoas não sabiam do que se tratava, pensavam ser mais uma queimada de mata onde eram comum nesta época do ano. Meu lar estava espalhado pela cidade, levado pelo vento que outrora me trouxe a felicidade.
O vento certa vez vem um chapéu vir ao encontro de meu rosto. A dona do chapéu viria a ser minha esposa, nos apaixonamos a primeira vista. O casamento não demorou a acontecer e ela estava grávida do meu primeiro filho quando a casa explodiu e foi consumida pelas chamas.  O vento espalhava a felicidade que um dia me trouxe, e eu não podia fazer para segurá-lo. A não ser, ser consumido pela dor da perda, pela perda da força e desmaiar esperando que tudo não passe de um sonho.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Síndrome de Davy Jones
















Davy Jones é mal amado que resolveu se tornar grande vilão dos mares para preencher o vazio do seu peito literalmente vazio. Dessa forma essa doença ataca pessoas mal resolvidas amorosamente, que para disfarçar o amor não correspondido faz pequenas maldades com aqueles que o cercam.
A doença não tem uma padrão, podendo se desenvolver em qualquer pessoa, independente da classe social, credo ou raça. Em alguns casos a doença pode atacar agressivamente o paciente, a Síndrome de Davy Jones Aguda é facilmente encontrada em jovens como podemos observar no caso Eloá e outros casos envolvendo mortes em escolas devido a briga de namorados.
O melhor tratamento acerca desta doença é o tempo, para que possa se esquecer. É recomendável que se desfaça de todo e qualquer objeto que os façam lembrar da pessoa amada que não te quer.
Não é recomendável entretanto o uso de macumbas e mães de santo que trazem o amor em três dias, pois, você pode se iludir e a doença vir a piorar.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

J. Pinto Fernandes




J. Pinto Fernandes era um namorador,
pegou Teresa, beijou Maria
e casou-se com Lili.

Oxiúrus

terça-feira, 7 de junho de 2011

[biografia] - Frenesi


Lá fora uma fina chuva caia sobre a cidade, o tempo que estava limpo e com o sol brilhando tinha mudado drasticamente, o céu estava cinza e a garoa aos poucos ia mudando os rumos da cidade, do alto do prédio o velho via as pessoas correndo da chuva e o transito parando lentamente. 
- Quando tinha uns... oitenta anos até os meus setenta não houveram grandes acontecimentos em minha vida, era algumas viagens e alguns um romance, um fracasso total. 
- E isso se deveu a morte de seu filho? 
Um silencio sepulcral tomou conta do recinto, o jovem temia ter dito algo que não devia, poderia ter estragado todo seu trabalho, mas resolveu ficar quieto, esperava receber o xingo do velho e ser expulso de sua casa, mas ele não falaria nada, não por enquanto. Ele ouvia a chuva ficar mais forte lá fora, buzinas eram ouvidas com mais freqüência. 
- Sim, acho que foi – respondeu o velho, o entrevistador ficou aliviado, mas mesmo assim achava que tinha acabado sua pesquisa. – A pior coisa que pode acontecer com qualquer pessoa é perder um filho, eu o amava, mas aquela maldita doença o tirou de mim, e o melhor que aconteceu foi ele ter partido. Meu neto e minha nora vivem bem e felizes na Italia hoje, eles me ligam, mas estão distante de mim, seja em fisicamente ou seja emocionalmente. Mas eu não os culpo, também era distante de meus avós. 
- Eu sinto muito. 
- Não sinta! A velhice só serve pra você se sentir incapaz e ver seus entes queridos morrerem, quanto mais se vive, mais as pessoas próximas vão morrendo. 
- Ai como você é dramático, sempre foi! – a voz só o velho escutou, reconhecia aquela voz, escutara ela a pouco tempo atrás, era seu parceiro. 
O velho olhou em volta mas nada viu, o garoto que o entrevistava, achou o comportamento do escritor estranho. 
- Você está bem? - repetiu o estudante. 
- Com licença um minuto. 
O velho caminhou de volta para o escritório o mais rápido que pode, a idade não contribuía para sua velocidade. Nada havia no escritório. Então foi ao seu quarto, e lá viu seu parceiro novamente, mas dessa vez não estava só, estava acompanhado de uma criança. O filho deles. 
- Oi papai – disse a criança. Seu filho morrera com quase cinqüenta anos, mas aquela era a imagem que sempre guardara de seu filho, um garotinho de dez anos. 
- Oi amor – respondeu seu parceiro que tinha a aparência de cerca de vinte anos. 
- O que é isso não estou entendo. 
Da sala o estudante ouviu o velho falando sozinho, e lentamente foi se esgueirando para ver o que ele fazia, com quem ele falava. 
- Bom, o que acontece, é o seguinte – começou a dizer seu parceiro – ao terminar essa entrevista você vai morrer, e se juntar a nós. 
- Finalmente! Vou terminara entrevista agora e expulsar aquele moleque da minha casa. 
O jovem escutou nitidamente o que o velho disse, ele se sentiu ameaçado, traído, então, silenciosamente ele deixou casa, com o velho falando sozinho no quarto. 
- Não é assim que funciona – continuou o espectro de seu parceiro. 
- Você tem que contar tudo, sua história, nossa história precisa ser reconhecida por todos – continuou seu filho – Tenha paciência e termine a sua biografia, todos precisam saber da sua vida, ela será um guia para muitas pessoas. 
O velho olhou para porta, como se olhasse para o estudante que o entrevistava, e quando voltou os olhos para a cama, onde seus parentes estavam sentados, nada viu. Uma breve pausa para respirar, e então caminhou até a sala para continuar a entrevista, mas o estudante não estava mais lá.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Repreendido


Raros momentos são aqueles em que você se depara com sua vida e o que tem feito dela, onde você percebe onde esse caminho está te levando, mas a pergunta fundamental para isso é: Você quer mesmo ir para este lugar onde construiu seu caminho pela vida toda? É este mesmo seu sonho? Está seguindo seus princípios? Ou você cursou toda essa trajetória baseada nos sonhos e princípios de outra pessoa?

Repreendido ninguém rende, não se rende fazendo algo que não gosta, que não quer, ninguém rende sem ser você mesmo. Se liberte, sai da zona de conforto, lute pelos seus ideias, pela sua felicidade, não desista e como diria Raul Seixas "tente outra vez". O que falta para a humanidade é coragem para enfrentar seus problemas, seus dilemas, seu carma. Seja você mesmo cante na hora que quiser cantar, coma o que tiver vontade, estude aquilo que te agrada (e não o que dá dinheiro). 
Siga esses passos simples e seja feliz.

domingo, 29 de maio de 2011

Longa Vida

Virou a caixa de leite sobre o copo e apenas dois dedos no copo se encheram, mas era o suficiente para ajudar a descer o lexotan pela garganta seca abaixo.

sábado, 28 de maio de 2011

Chocolate mata!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Bacon!

Peregrinando por um blog que não lembro qual é, provavelmente o Ñ.Intendo de novo, achei esse quadrinho, que quero dedicar a friend @PinguimVoador






[Biografia] - Brás Cubas


- O senhor está bem? – perguntou o jovem estudante ao ver o velho chegar pálido na sala.
- Estou ótimo – havia um tom de dúvida em sua voz, a ponta de seus dedos cálidos e enrugados tocavam sua boca de forma sutil, sua expressão era de quem estava longe, em um profundo devaneio. De repente, como se toda a realidade tivesse voltado a tona, ele fitou o rapaz e disse – Vamos começar?
O jovem, receoso, voltou a falar:
- Pode começar a falar de sua vida inteira, tudo o que quiser falar por favor o faço, ai depois aplico meus estudos em cima das suas declarações.
- Tudo bem – disse o velho – Mas farei como Brás Cubas, e iniciarei do final. Infelizmente no meu caso tais memórias não serão póstumas, mas como ele não tenho medo de falar. O início é o final ainda não concluído! Eu um velho com seus noventa e tantos anos, fazendo a pesquisa de campo para meu, o que acredito ser, último romance. Romance no qual estive entretido desde a morte de meu parceiro, o romance preenche o vazio dentro de mim depois de sua partida, esse romance é complexo, confuso, apaixonado e bipolar assim como ele era, o romance é a alma dele, a alma que eu conheci e convive por quase sessenta anos – uma pausa, o velho caminhou até a cozinha e voltou com dois copos e uma garrafa d’água, se serviu e tomou um gole de água – Ele morreu a onze anos, ataque cardíaco, ele era a última pessoa que eu amava que restou e ele se foi, ele me prometeu nunca partir, mas mesmo assim ele se foi – o velho continuou detalhando o que acontecera naquela fatídica manhã - Naquela manhã de verão o sol brilhava forte, a temperatura estava um pouco acima do normal para a época, eu acordei antes, como dificilmente acontecia, fiz o café da manhã e fui chamá-lo. Apesar dos anos de convivência o amor e o respeito não tinham se extinguido com o tempo, nossas brigas em geral, eram causadas por ciúmes. Quando preparei a mesa, fui chamar-lo, meu velhinho, mas ele não acordou, sua pele estava fria como mármore, nem aquela manhã quente foi capaz aquecer aquele corpo frio e branco. Porém, eu fui mais frio, e tive que deixá-lo para chamar a alguém para tirá-lo. As lembranças dele ainda estão muito vivas em minha memória e neste apartamento.
O jovem estudante fitava o velho, que agora, calado, olhava para seus pés, a tristeza era clara, mas ele precisava compartilhá-la, sempre gostara de compartilhar seus sentimentos, mas com a perda de seu parceiro guardava tudo aquilo consigo, não havia com quem dividir.
- Aquele velho gaga roubou minha juventude! – disse o velho do sorrindo, mas com os olhos lacrimejados – Olha só pra minha cara e veja como ele me deixou!